Saúde • 10:18h • 07 de novembro de 2026
Brasil registra quase 49 mortes por dia por câncer de próstata; especialista orienta sobre prevenção
Novembro Azul reforça a importância da saúde masculina diante de uma doença que pode evoluir sem sintomas; Brasil registrou mais de 17 mil mortes em 2024
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
O Brasil deve registrar cerca de 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O número representa aproximadamente 213 diagnósticos diários e reforça a importância do Novembro Azul, campanha de conscientização sobre a saúde masculina. Em 2024, a doença provocou 17.826 mortes no país, uma média de quase 49 por dia.
O câncer de próstata é o tumor maligno mais frequente entre os homens brasileiros, excluídos os casos de câncer de pele não melanoma, e corresponde a aproximadamente 30,5% dos novos diagnósticos de câncer estimados na população masculina. Um dos principais desafios é que a doença pode se desenvolver silenciosamente, sem apresentar sinais nas fases iniciais.
Segundo o urologista Rodolfo Favaretto Filho, a ausência de sintomas não significa necessariamente que a saúde esteja em dia. "O câncer de próstata pode evoluir de maneira silenciosa. Por isso, conhecer os fatores de risco, conversar com o urologista e avaliar individualmente a necessidade de investigação são atitudes importantes", explica.
Quais são os sinais de alerta?
Quando aparecem, os sintomas podem incluir dificuldade para urinar, diminuição da força do jato urinário, necessidade de urinar com maior frequência e presença de sangue na urina. Esses sinais não indicam necessariamente câncer, pois também podem estar relacionados a doenças benignas, mas exigem avaliação médica.
A idade é um dos principais fatores de risco, especialmente após os 60 anos. Homens com histórico familiar da doença, principalmente quando pai ou irmão receberam o diagnóstico, também precisam de atenção individualizada.
Os exames de PSA, realizado por coleta de sangue, e toque retal podem ser indicados conforme a avaliação clínica. Entretanto, o Ministério da Saúde e o INCA não recomendam o rastreamento indiscriminado de homens sem sintomas, devido aos riscos de resultados falso-positivos, sobrediagnóstico e tratamentos desnecessários.
Novembro Azul vai além dos exames de próstata
O acompanhamento da saúde masculina também deve incluir atenção a doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, alterações hormonais e questões relacionadas à saúde sexual.
Alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso, abandono do cigarro e redução do consumo de álcool são medidas que contribuem para a prevenção de diferentes problemas de saúde.
"Não existe uma única conduta que sirva para todos os homens. O mais importante é avaliar cada paciente, conhecer seu histórico e explicar quando determinado exame pode trazer benefícios", destaca Favaretto Filho.
O especialista reforça que a consulta médica permite esclarecer dúvidas, identificar fatores de risco e definir a necessidade de exames ou acompanhamento. Quando diagnosticado em estágio localizado, o câncer de próstata pode apresentar perspectivas favoráveis de tratamento, dependendo das características da doença.
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