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Responsabilidade Social • 18:42h • 28 de julho de 2025

Brasil registra gravidez em 1 a cada 23 adolescentes e expõe abismo social entre municípios

Nova plataforma revela que 22% das cidades brasileiras têm taxas de maternidade na adolescência semelhantes às de países mais pobres do mundo

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Analitica Assessoria | Foto: Divulgação

Brasil tem 22% dos municípios com fecundidade adolescente comparável a países de baixa renda
Brasil tem 22% dos municípios com fecundidade adolescente comparável a países de baixa renda

Um estudo inédito realizado pelo Centro Internacional de Equidade em Saúde (ICEH/UFPel), em parceria com a organização Umane, revela um cenário alarmante sobre a maternidade na adolescência no Brasil: uma em cada 23 adolescentes entre 15 e 19 anos se torna mãe a cada ano. O dado coloca o país em uma posição crítica, próxima à realidade dos países mais pobres do mundo, mesmo com um Sistema Único de Saúde que oferta acesso gratuito a métodos contraceptivos e programas de educação sexual.

A pesquisa, que analisou mais de 5,5 mil municípios brasileiros, marca o lançamento de uma página especial do ICEH/UFPel no Observatório da Saúde Pública, plataforma criada para ampliar o acesso a informações sobre desigualdades na saúde. Os números revelam que 22% dos municípios brasileiros têm taxas de fecundidade em adolescentes equivalentes às de países de baixa renda, apesar de o Brasil ser considerado um país de renda média-alta.


Enquanto a taxa nacional de fecundidade entre adolescentes é de 43,6 nascimentos por mil, países com renda semelhante apresentam, em média, 24 por mil — quase a metade. Nos países ricos, essa taxa cai para 11 por mil. No Brasil, mais de 1 milhão de meninas entre 15 e 19 anos foram mães entre 2020 e 2022. Entre crianças de 10 a 14 anos, foram registrados mais de 49 mil nascimentos, sendo todos esses casos considerados, por lei, estupro de vulnerável.

Segundo o epidemiologista Aluísio Barros, líder da pesquisa, os dados refletem uma falha sistêmica. “Era esperado que os municípios tivessem indicadores próximos aos de países com renda semelhante, mas o que se viu foi um padrão muito mais próximo ao de países de baixa renda”, explica.

Desigualdade entre as regiões e impacto da pobreza

A diferença entre regiões brasileiras é acentuada: enquanto o Sul tem uma taxa de 35 nascimentos por mil adolescentes, a Região Norte alcança 77,1 por mil — mais que o dobro. No Norte, 76% dos municípios têm taxas comparáveis às de países extremamente pobres. No Sudeste, esse percentual é de apenas 5,1%.


A pesquisa também cruzou os dados com o Índice Brasileiro de Privação (IBP), que considera fatores como analfabetismo, baixa renda e ausência de saneamento. O resultado é claro: quanto maior a privação socioeconômica, maior a taxa de fecundidade entre adolescentes.

Para Thais Junqueira, superintendente-geral da Umane, a maternidade precoce não é uma escolha, mas o reflexo da exclusão. “São diagnósticos como esse que oferecem subsídios para políticas públicas eficazes. Precisamos de respostas articuladas entre saúde, educação e desenvolvimento social”, afirma.

Lançamento de plataforma inédita

A nova página do ICEH/UFPel no Observatório da Saúde Pública traduz dados técnicos em conhecimento acessível, permitindo o monitoramento contínuo das desigualdades em saúde no país. A plataforma reúne análises, indicadores e pesquisas, apoiando profissionais, pesquisadores e gestores públicos na formulação de políticas baseadas em evidências.

A iniciativa busca dar visibilidade a um dos temas mais urgentes da saúde pública brasileira: a gravidez precoce como reflexo da falta de oportunidades, evasão escolar, pobreza e abandono institucional. O desafio está posto e agora, documentado.

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