• ICMS reforça caixa de Assis com mais de R$ 2,2 milhões e fecha janeiro acima de R$ 4,6 milhões
  • API, LGPD e mensagens em 2026: o que empresas podem ou não fazer na comunicação digital
  • Representatividade e infância: o que a Barbie autista revela sobre meninas com TEA
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 11:03h • 13 de novembro de 2024

Brasil recebe certificado de país livre da elefantíase

Três países nas Américas ainda são considerados endêmicos para doença

Agência Brasil | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Em seu discurso, Jarbas Barbosa disse que eliminar doenças passíveis de erradicação deve ser estratégia prioritária.
Em seu discurso, Jarbas Barbosa disse que eliminar doenças passíveis de erradicação deve ser estratégia prioritária.

O Brasil recebeu na segunda-feira (11) o certificado de país livre da filariose linfática, doença popularmente conhecida como elefantíase. O documento foi entregue ao governo brasileiro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) durante cerimônia na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília.

“Eliminar uma doença é um esforço muito grande por conta das relações entre algumas doenças e a pobreza, uma relação de círculo vicioso. São os mais pobres os que mais adoecem e, quando eles adoecem, se tornam ainda mais pobres. Perdem produtividade, a família tem mais despesas para levar à unidade de saúde, à reabilitação”, avaliou o diretor da Opas, Jarbas Barbosa.

Em seu discurso, Jarbas Barbosa disse que eliminar doenças passíveis de erradicação deve ser estratégia prioritária. “Não é só sobre saúde pública. Estamos falando de um imperativo ético e moral. Se temos as ferramentas para eliminar uma doença, temos que identificar onde estão as pessoas acometidas, quais são as barreiras que existem, desenvolver novas estratégias”, afirmou.

“Para que a gente consiga remover as barreiras e fazer com que as pessoas se beneficiem das inovações que vão sendo desenvolvidas”, disse, ao citar como exemplo novos medicamentos, vacinas, testes laboratoriais ou mesmo maneiras diferentes de organizar os serviços, de forma que haja mais acesso.

“É um parabéns e um desafio. Como foi possível eliminar a filariose, é possível eliminar oncocercose, tracoma, avançar muito com a tuberculose, com o HIV. Acho que o Brasil tem todas as condições de continuar sendo esse líder regional”, completou Jarbas, destacando o compromisso de estados e municípios e também de instituições acadêmicas e científicas.

Durante a cerimônia, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, ressaltou que doenças como a filariose linfática não apenas refletem as desigualdades sociais como causa, como também reforçam as condições de pobreza. “São causas e são efeitos ao mesmo tempo. Por isso, esse momento é tão especial."

“Pessoas afetadas pela filariose linfática, é a essas pessoas que dedicamos esse certificado. É a essas pessoas que esperamos poder resgatar, de alguma forma, uma dívida histórica neste país que é a dívida de cuidar, de não permitir as chamadas doenças da pobreza – e não são doenças da pobreza, são doenças da omissão, da falta de cuidado”, acrescentou.

Entenda

Considerada uma das maiores causas globais de incapacidade permanente ou de longo prazo, a filariose linfática ou elefantíase permanecia endêmica no Brasil apenas na região metropolitana do Recife, incluindo Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista. Segundo o Ministério da Saúde, o último caso confirmado foi registrado em 2017.

Causada pelo verme nematoide Wuchereria Bancrofti, a doença é transmitida pela picada do mosquito Culex quiquefasciatus, conhecido como pernilongo ou muriçoca, infectado com larvas do parasita. Entre as manifestações clínicas mais importantes estão edemas ou acúmulo anormal de líquido nos membros, nos seios e na bolsa escrotal.

Cenário global

De acordo com a OMS, o Brasil se une a mais 19 países e territórios também certificados pela eliminação da filariose linfática como problema de saúde pública: Malawi, Togo, Egito, Iêmen, Bangladesh, Maldivas, Sri Lanka, Tailândia, Camboja, Ilhas Cook, Quiribati, Laos, Ilhas Marshall, Niue, Palau, Tonga, Vanuatu, Vietnã e Wallis e Futuna.

Nas Américas, três países permanecem classificados pela entidade como endêmicos para a doença: República Dominicana, Guiana e Haiti. De acordo com a OMS, nesses países, é necessária a administração em massa de medicamentos capazes de interromper a transmissão da doença.

Dados da OMS mostram que, em 2023, 657 milhões de pessoas em 39 países e territórios viviam em áreas onde é recomendado tratamento em massa contra a filariose linfática. A estratégia consiste na administração de quimioterapia preventiva para interromper a infecção. A meta definida pela OMS é eliminar pelo menos 20 doenças tropicais negligenciadas até 2030.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Saúde • 11:03h • 27 de janeiro de 2026

Sal, azeite e doce de leite na mira da Anvisa; confira

Produtos não podem ser comercializados

Descrição da imagem

Educação • 10:46h • 27 de janeiro de 2026

Prouni 2026: abertas as inscrições para o primeiro semestre

Candidatos ao processo seletivo do 1º semestre de 2026 do Programa Universidade para Todos podem se inscrever até 29/1 pelo Portal Acesso Único. Com mais de 594 mil bolsas, essa é a maior oferta da história do Prouni

Descrição da imagem

Saúde • 10:04h • 27 de janeiro de 2026

Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

Em 2025, foram registradas 1,7 mil mortes após infecção da doença

Descrição da imagem

Policial • 09:45h • 27 de janeiro de 2026

Botão do pânico e BO digital: como aplicativo reforça a proteção de mulheres contra a violência

Aplicativo SP Mulher Segura foi desenvolvido pelo Governo de São Paulo para ampliar a rede de acolhimento e proteção às vítimas

Descrição da imagem

Saúde • 09:21h • 27 de janeiro de 2026

Por que a vacina que combate bronquiolite é importante para gestantes e bebês?

Imunizante será oferecido no SUS pela primeira vez, devido a uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana Pfizer

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 08:57h • 27 de janeiro de 2026

Projeto Férias começa nesta terça em Maracaí com atividades gratuitas para crianças e adolescentes

Programação itinerante da Secretaria de Desenvolvimento Social passa por três bairros entre terça e quinta-feira, com brincadeiras, gincanas e ações recreativas para o público de 6 a 15 anos

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 08:26h • 27 de janeiro de 2026

SP lança Clube de Benefícios da Cultura para ampliar acesso em todo o estado

Iniciativa gratuita integrada à Agenda Viva SP reúne ingressos, descontos, experiências exclusivas e parcerias para aproximar a população dos espaços culturais paulistas

Descrição da imagem

Economia • 08:08h • 27 de janeiro de 2026

ICMS reforça caixa de Assis com mais de R$ 2,2 milhões e fecha janeiro acima de R$ 4,6 milhões

Quarto repasse de janeiro da Sefaz-SP beneficia 645 municípios; sete cidades da região já superam a casa dos milhões no consolidado do mês

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar