Mundo • 14:30h • 01 de dezembro de 2025
Brasil exige punição exemplar em caso de tentativa de feminicídio que chocou o Brasil neste final de semana
Caso ocorreu no sábado, 29 de novembro, na zona norte de São Paulo, e reacende debate nacional sobre violência de gênero e responsabilização de agressores
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Reprodução/Redes Sociais
A tentativa de feminicídio contra Taynara Souza Santos, na manhã do último sábado, 29 de novembro, na zona norte de São Paulo, provocou forte comoção pública e reacendeu discussões sobre violência extrema contra mulheres no país. Taynara, mãe de duas crianças, sofreu ferimentos gravíssimos após ser intencionalmente atropelada e arrastada por mais de um quilômetro na Marginal Tietê. Ela passou por cirurgias e teve ambas as pernas amputadas devido à gravidade das lesões. O agressor, identificado pela Polícia Civil como Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi preso após troca de tiros com policiais na Vila Prudente, zona leste da capital.
O caso ocorreu após Taynara ter passado a madrugada em um bar com uma amiga, conforme relatos colhidos pela investigação. Testemunhas afirmaram à polícia que o atropelamento foi intencional, caracterizando a tentativa de feminicídio. Imagens gravadas por motoristas e divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que ela foi atingida, mas, por respeito à vítima e pela extrema violência registrada, o Portal Âncora 1 não publicará vídeos do ocorrido.
Atropelamento intencional na Marginal Tietê transforma denúncia de violência em alerta nacional | Imagens: Reprodução/Redes Sociais
A vítima foi socorrida e permanece internada na região da Vila Maria, também na zona norte da capital. Ela é mãe de um menino de 12 anos e de uma menina de 7 anos. A família acompanha a evolução do quadro clínico, ainda delicado.
A Polícia Civil localizou Douglas em um hotel na Vila Prudente após diligências realizadas ao longo do dia. Ele tentou fugir e chegou a disparar contra os policiais antes de ser detido. O agressor não foi atingido de maneira fatal e está sob custódia. A investigação segue em andamento para detalhar a sequência dos fatos e definir a responsabilização criminal.
Casos como esse, de extrema violência e com motivação de gênero, colocam em evidência o desafio persistente enfrentado pelo país no combate ao feminicídio. Organizações de direitos humanos, especialistas e autoridades reforçam que o Brasil precisa avançar na prevenção, na punição efetiva e no fortalecimento de redes de apoio às mulheres, especialmente em situações de risco.
A violência cometida contra Taynara mobiliza debates éticos e sociais que extrapolam o acontecimento em si. O caso expõe a vulnerabilidade das mulheres em situações de conflito afetivo, a imprevisibilidade do comportamento agressor e a urgência de políticas públicas intensivas que reduzam riscos e garantam proteção. A expectativa de familiares, do público e de entidades de defesa das mulheres é de que o responsável enfrente punição rigorosa, compatível com a gravidade do crime.
Enquanto isso, Taynara enfrenta um longo processo de recuperação física e emocional, e sua história reforça a necessidade de discutir violência de gênero não apenas como episódio policial, mas como problema estrutural que demanda reação coletiva e institucional.
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