Responsabilidade Social • 12:09h • 01 de janeiro de 2026
Banho, louça e carro: hábitos que ajudam a preservar água em período crítico
Com aumento de 60% no uso de água e reservatórios em nível crítico, governo reforça medidas práticas de economia que podem poupar centenas de litros por dia
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
A intensa onda de calor que atinge o estado de São Paulo elevou em 60% o consumo de água na Grande São Paulo e acendeu o alerta para o uso consciente do recurso. Diante do cenário de estiagem e do baixo nível dos reservatórios, o governo estadual reforça a importância de adotar medidas simples no dia a dia que podem resultar em economia significativa de água e ajudar a preservar os mananciais.
Desde agosto, por determinação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo, a Região Metropolitana de São Paulo opera com gestão da demanda no período noturno, das 19h às 5h. A medida tem como objetivo preservar os mananciais e, desde sua implantação, já resultou na economia de cerca de 57 bilhões de litros de água.
Apesar da redução da pressão noturna, o cenário segue preocupante. O Sistema Integrado Metropolitano opera atualmente com apenas 26,36% de sua capacidade, e os modelos meteorológicos indicam chuvas abaixo da média para janeiro, o que pode retardar a recuperação das represas.
Hábitos que impactam diretamente o consumo
Segundo o governo estadual, pequenas mudanças de hábito em atividades rotineiras podem gerar impacto direto no consumo. Escovar os dentes com a torneira fechada, por exemplo, pode economizar até 12 litros de água por vez. Já reduzir o tempo de banho em cinco minutos representa uma economia de até 80 litros, volume suficiente para suprir a ingestão de água de uma pessoa por cerca de 40 dias.
Outras práticas recomendadas incluem ensaboar a louça com a torneira fechada, o que pode poupar até 80 litros, e lavar o carro com balde em vez de mangueira, medida que reduz o consumo em até 300 litros, o equivalente a uma caixa-d’água de pequeno porte.
Para enfrentar o período de estiagem, a Grande São Paulo passou a contar em 2025 com um modelo mais avançado de gestão integrada dos recursos hídricos. O sistema estabelece sete faixas de atuação, definidas de acordo com os níveis de reservação, consumo, afluência e volume de chuvas, monitorados permanentemente pela SP Águas.
Atualmente, o estado se encontra na faixa 3, que prevê gestão da demanda noturna por 10 horas diárias e intensificação das campanhas de conscientização. As faixas seguintes indicam cenários graduais de maior criticidade, com ampliação dos períodos de redução de pressão na rede e, no cenário mais grave, rodízio de abastecimento entre regiões.
O governo reforça que a adoção de hábitos conscientes pela população é fundamental para atravessar o período de calor intenso e estiagem, garantindo maior estabilidade dos reservatórios e reduzindo o risco de medidas mais restritivas nos próximos meses.
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