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Gastronomia & Turismo • 12:31h • 13 de fevereiro de 2026

Azeite falso pode estar na sua mesa; saiba como identificar

Especialista orienta consumidores a observar rótulo, acidez, embalagem e preço para evitar fraudes

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da GlobalPR Assessoria | Foto: Divulgação

Rótulo, acidez e embalagem revelam se o azeite é verdadeiro
Rótulo, acidez e embalagem revelam se o azeite é verdadeiro

O azeite de oliva extra virgem é presença constante na cozinha brasileira, seja para finalizar pratos, temperar saladas ou compor receitas mais elaboradas. No entanto, o produto também figura entre os mais falsificados no mundo, impulsionado pela alta demanda e pelo valor agregado. Diante de prateleiras com grande variação de marcas e preços, saber identificar um azeite autêntico é fundamental para preservar sabor, qualidade e benefícios à saúde.

A leitura atenta do rótulo é o primeiro passo. Expressões como “extra virgem”, “extração a frio” ou “primeira prensagem a frio” indicam processos que preservam melhor as características sensoriais e nutricionais do produto. Selos de pureza e informações claras sobre origem e composição também ajudam a reduzir o risco de compra equivocada.

Segundo Eduardo Casarin, country manager Brasil & Latam da marca italiana Filippo Berio, a acidez é um dos principais indicadores de qualidade. No caso do azeite extra virgem, o limite máximo permitido é de 0,8%. Quanto menor a acidez, menor o grau de oxidação e melhor a preservação do sabor e dos nutrientes.

Outro ponto de atenção são os chamados “óleos compostos”. Algumas marcas comercializam misturas de azeite com óleos de menor custo, como soja ou girassol. Embora não sejam necessariamente prejudiciais, esses produtos não oferecem as mesmas propriedades do azeite extra virgem puro. Por isso, é essencial conferir a lista de ingredientes antes da compra.

Embalagem e armazenamento também influenciam na qualidade. O azeite é sensível à luz e ao calor, devendo ser comercializado em garrafas de vidro escuro ou latas. Embalagens transparentes facilitam a oxidação e comprometem as propriedades do produto. Em casa, a recomendação é armazenar o frasco longe do fogão e da incidência direta de luz solar, em temperaturas entre 15ºC e 23ºC.

Cor e preço não são garantia

A cor do azeite não determina sua qualidade. Tons mais verdes ou mais amarelados variam conforme o tipo de azeitona e o estágio de maturação. Há inclusive relatos de uso de corantes para simular aparência mais atrativa. A presença de partículas também não define se o produto é superior ou inferior.

O preço muito baixo pode ser um sinal de alerta. A produção de azeite extra virgem envolve custos elevados e controle rigoroso de qualidade. Valores muito abaixo da média podem indicar diluição com óleos de menor qualidade ou até ausência de azeite de oliva na composição.

O aroma é outro critério relevante. Um azeite extra virgem autêntico deve apresentar cheiro de azeitona fresca, com notas frutadas que podem remeter a alcachofra, maçã verde ou amêndoa. Para o especialista, o olfato é um dos parâmetros mais importantes para avaliar a pureza do produto.

Benefícios dependem da qualidade

Reconhecido pelo alto teor de antioxidantes e ácidos graxos monoinsaturados, o azeite extra virgem é associado à proteção cardiovascular, cerebral e metabólica. Entretanto, produtos adulterados podem comprometer esses benefícios e até conter substâncias indesejadas.

“Nosso compromisso é garantir que o consumidor brasileiro tenha acesso a um azeite de oliva autêntico e seguro, por isso, cada detalhe na hora da compra faz diferença”, afirma Casarin.

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