Ciência e Tecnologia • 13:50h • 19 de abril de 2026
Automação avança, mas consumidor quer ser ouvido e não apenas atendido
Consumidores pressionam por experiências mais personalizadas e obrigam revisão nas estratégias de relacionamento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Divulgação
A insatisfação com atendimentos automatizados tem crescido entre consumidores e já impacta diretamente as estratégias das empresas. Com a ampliação do uso de inteligência artificial e chatbots, a busca por eficiência acabou deixando em segundo plano um fator que volta a ganhar protagonismo: a conexão humana.
Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que empresas com práticas baseadas em empatia registram até 35% menos rotatividade. Já a Gallup aponta que equipes engajadas podem elevar em cerca de 23% a rentabilidade, reforçando que o relacionamento vai além da resolução de demandas e influencia diretamente nos resultados.
Resistência no comportamento do consumidor
Segundo o especialista em excelência de serviços Alexandre Slivnik, o problema não está na tecnologia em si, mas na forma como ela é aplicada. “Muitas empresas confundem automação com relacionamento. Criam experiências rápidas, mas emocionalmente vazias. O cliente resolve o problema, mas não cria vínculo com a marca”, afirma.
A percepção de frieza nos atendimentos automatizados tem levado consumidores a preferirem o contato humano, especialmente em situações mais complexas. Esse movimento evidencia uma mudança no comportamento: resolver rapidamente já não é suficiente, é preciso gerar uma experiência positiva.
Na prática, empresas que priorizam apenas produtividade tendem a padronizar o atendimento, reduzindo a capacidade de adaptação às necessidades individuais. Em contrapartida, organizações que investem em personalização e capacitação de equipes conseguem melhores resultados, tanto em fidelização quanto em recomendação espontânea.
Equilibrando a tecnologia e humanização
O desafio atual das empresas é encontrar um ponto de equilíbrio entre eficiência operacional e experiência do cliente. O uso de tecnologia segue sendo importante, mas como ferramenta de apoio, e não substituição do contato humano.
Entre as práticas recomendadas estão a escuta ativa, a personalização das interações e o treinamento das equipes para interpretar emoções e necessidades dos clientes. Outro ponto central é o alinhamento da cultura interna com a experiência oferecida ao consumidor, já que o ambiente organizacional influencia diretamente na qualidade do atendimento.
A tendência indica que empresas que conseguirem integrar tecnologia e relacionamento humano de forma estratégica terão vantagem competitiva. Mais do que rapidez, o consumidor passa a valorizar a forma como é tratado ao longo da jornada.
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