Saúde • 11:10h • 11 de agosto de 2026
Aumento de infecções por HIV acende alerta; SUS oferece prevenção e cuidados
De acordo com especialista da HU Brasil, as profilaxias de pré-exposição (PrEP) e de pós-exposição (PEP) são recursos que ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção pelo vírus
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Arquivo Âncora1
O aumento dos casos de infecção pelo HIV é um dos pontos destacados no Relatório Global 2026 do UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), publicado recentemente. O documento aponta avanços importantes nas últimas quatro décadas, como a ampliação do tratamento antirretroviral, o maior conhecimento sobre a disseminação do vírus e o aprimoramento das estratégias de prevenção.
Apesar dos avanços, o relatório mostra que a América Latina registrou aumento de novas infecções entre 2010 e 2025, cenário diferente do observado em outras regiões, onde houve redução.
A farmacêutica Iangla Damasceno, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/HU Brasil), destaca a importância de ampliar o acesso à informação sobre métodos de prevenção, como a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP).
A PrEP utiliza medicamentos antirretrovirais antes de uma possível exposição ao HIV e é indicada para pessoas com maior possibilidade de contato com o vírus. Já a PEP deve ser iniciada após uma situação de risco. Segundo a especialista, quando utilizadas corretamente e com acompanhamento profissional, as duas estratégias reduzem significativamente a possibilidade de infecção.
Disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), PrEP e PEP são indicadas após avaliação dos profissionais de saúde, considerando as características e a situação de risco de cada pessoa.
Para Iangla, o aumento das infecções tem impactos tanto na vida das pessoas quanto no sistema de saúde. O diagnóstico tardio pode levar a complicações clínicas, hospitalizações e aumento dos custos de atendimento.
A especialista também chama atenção para fatores como desinformação, estigma, baixa percepção de risco, redução do uso de preservativos e desconhecimento sobre métodos eficazes de prevenção. Segundo ela, ampliar o acesso à informação é fundamental para reduzir novas infecções.
Testagem e diagnóstico precoce
O Brasil conta com estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV. Entre elas está a testagem, cuja frequência deve ser definida de acordo com a situação de cada pessoa.
Para pessoas sexualmente ativas, especialmente aquelas com maior vulnerabilidade ao HIV, a realização periódica do teste pode ser indicada a cada três ou seis meses, conforme avaliação profissional. Em caso de exposição de risco, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde.
O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento mais rapidamente, contribuindo para a qualidade de vida e reduzindo a possibilidade de transmissão do vírus.
Informe-se e procure ajuda
Dados do Ministério da Saúde mostram que foram registrados 38.222 novos casos de infecção pelo HIV em 2023. Em 2024, foram contabilizadas 39.216 novas infecções.
A busca por informação, a realização de testes e o acompanhamento por profissionais de saúde são medidas importantes para prevenir, diagnosticar e tratar a infecção pelo HIV.
A PrEP e a PEP estão disponíveis nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em outros serviços de saúde habilitados. No Tocantins, os medicamentos são dispensados em cinco unidades, localizadas em Palmas, Araguaína, Porto Nacional, Gurupi e Paraíso.
Para iniciar a profilaxia, o paciente passa por avaliação clínica e laboratorial, garantindo a segurança e a adequação do tratamento
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