Mundo • 14:55h • 16 de junho de 2026
Assistir aos jogos ou trabalhar? Veja como empresas estão lidando com a Copa no expediente
Organizações buscam equilibrar produtividade e engajamento durante os jogos, enquanto modelos mais flexíveis ganham espaço no ambiente de trabalho
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Key Press | Foto: Arquivo/Âncora1
A cada edição da Copa do Mundo, uma questão reaparece no ambiente corporativo: como conciliar a rotina de trabalho com um dos eventos que mais mobilizam os brasileiros? Enquanto algumas empresas optam por flexibilizar horários ou criar espaços para que os colaboradores acompanhem as partidas, outras mantêm o expediente sem alterações, apostando em regras mais rígidas para preservar a produtividade.
Segundo especialistas em gestão de pessoas, porém, a discussão vai além do futebol. A maneira como as lideranças lidam com momentos de grande interesse coletivo pode influenciar diretamente o clima organizacional, o engajamento das equipes e a percepção de confiança dentro das empresas.
Copa também coloca a liderança à prova
Para Carol Garrafa, especialista em comportamento organizacional e CEO da Santé, eventos como a Copa do Mundo funcionam como uma espécie de teste para os modelos de gestão adotados pelas empresas.
De acordo com ela, ignorar completamente a mobilização gerada pelos jogos pode criar um distanciamento desnecessário entre a organização e os colaboradores. Em contrapartida, pequenas adaptações na rotina, quando planejadas, tendem a ser percebidas como um sinal de confiança e respeito à realidade das equipes.
A especialista observa que, especialmente após a consolidação do trabalho híbrido, muitas organizações passaram a valorizar mais a entrega de resultados do que o controle rígido de horários.
Flexibilidade não significa perda de produtividade
Nos últimos anos, empresas de diferentes segmentos adotaram estratégias variadas durante a Copa, como antecipação de reuniões, pausas programadas para partidas decisivas, ajustes pontuais na jornada e até transmissões coletivas dos jogos em espaços internos.
Para Carol Garrafa, o sucesso dessas iniciativas depende menos da medida adotada e mais da forma como ela é conduzida. O objetivo não é transformar o ambiente de trabalho em uma arquibancada, mas encontrar soluções que permitam conciliar os interesses do negócio com um momento que desperta forte envolvimento emocional.
Nesse contexto, a flexibilidade pode ser uma ferramenta de gestão, desde que venha acompanhada de planejamento, comunicação clara e definição prévia das prioridades.

Copa do Mundo desafia empresas a equilibrar produtividade e paixão pelo futebol
Um desafio que vai além do futebol
A discussão sobre a Copa do Mundo dentro das empresas reflete uma transformação mais ampla nas relações de trabalho. Em vez de focar apenas na fiscalização, muitas organizações têm buscado construir ambientes baseados em autonomia, responsabilidade e confiança.
Para especialistas, a forma como as lideranças reagem a eventos de grande mobilização social pode contribuir para fortalecer o senso de pertencimento e melhorar o relacionamento entre equipes e gestores, sem que isso represente perda de produtividade.
No fim das contas, a partida acontece dentro e fora de campo: enquanto milhões de brasileiros acompanham a Copa, empresas também buscam encontrar o melhor equilíbrio entre resultados e bem-estar no ambiente de trabalho.
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