Cidades • 14:57h • 18 de agosto de 2026
Assis planeja nova tirolesa, mas não tem verba nem para vistoriar equipamento que já existe
Resposta ao vereador Português informa que serviço especializado depende de orçamento futuro, enquanto equipamento do Parque da Juventude permanece desativado e sem perspectiva de avaliação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1
A tirolesa do Parque da Juventude “Dilson Luis Rosseto”, em Assis, continuará sem perspectiva de voltar a funcionar. Em resposta a um requerimento apresentado na Câmara Municipal pelo vereador Fernando Kiko, a Prefeitura informou que o equipamento está desativado e que uma vistoria técnica especializada depende de contratação externa. O problema é que não há dotação orçamentária imediata nem mesmo para essa avaliação, deixando sem previsão o primeiro passo necessário para saber quais intervenções seriam necessárias para uma eventual reativação.
A manifestação do Executivo foi publicada no Diário Oficial de Assis desta segunda-feira (17), em resposta ao Requerimento nº 575/2026, do vereador Fernando Kiko e endereçado ao vereador Português. O parlamentar havia solicitado informações sobre a possibilidade de uma vistoria técnica para verificar as condições de manutenção e segurança da estrutura.
Segundo a resposta, a perícia técnica precisa ser realizada por “serviço de engenharia altamente especializado, complexo e de alto custo”. A administração acrescenta que, como não existe dotação orçamentária imediata para a contratação, “a viabilidade do serviço será avaliada para inclusão no planejamento orçamentário futuro”.
Sem vistoria, não há sequer diagnóstico sobre a estrutura
A resposta significa que, neste momento, não existe previsão informada para contratação da vistoria, realização da avaliação técnica ou eventual recuperação do equipamento. A Prefeitura também não apresentou prazo para que o serviço seja incluído no orçamento.
A situação chama atenção porque a vistoria seria justamente a etapa necessária para determinar as condições atuais da tirolesa e saber se a estrutura pode ser recuperada, quais intervenções seriam necessárias e quanto uma eventual retomada poderia custar.
Enquanto isso, permanece desativado um equipamento que já integrou as opções de lazer do Parque da Juventude e ajudava a ampliar os atrativos do espaço, inclusive sob o ponto de vista turístico.
Uma tirolesa sem verba para vistoria e outra prevista em novo parque
A falta de perspectiva para a estrutura existente também contrasta com os investimentos anunciados para o Parque das Águas, que prevê uma nova tirolesa entre suas opções de lazer.
Tirolesa em construção no Parque das Águas em 18 de agosto de 2026 | Foto: Âncora1®
O cenário coloca lado a lado duas situações difíceis de ignorar: enquanto Assis projeta um novo equipamento do mesmo tipo em outro espaço público, a tirolesa já existente no Parque da Juventude permanece fechada e, segundo a resposta oficial, não há orçamento imediato nem para contratar a vistoria especializada que poderia indicar seu futuro.
Isso não significa que os dois projetos tenham necessariamente a mesma fonte de recursos ou possam ser tratados orçamentariamente da mesma maneira. Ainda assim, do ponto de vista do planejamento turístico e da conservação dos equipamentos públicos, o contraste levanta uma questão legítima sobre a estratégia adotada pelo município: ampliar a oferta com uma nova atração enquanto outra permanece desativada sem sequer uma previsão para avaliação técnica.
“Planejamento futuro” sem uma data definida
Na resposta encaminhada à Câmara, a Prefeitura afirma ainda manter seu “compromisso com o desenvolvimento” e agradece o interesse em contribuir para o progresso da cidade. Não apresenta, porém, cronograma, prazo estimado ou previsão orçamentária para a vistoria.
Com isso, a expressão “planejamento orçamentário futuro” é, até o momento, a única perspectiva apresentada oficialmente para a tirolesa do Parque da Juventude. Sem uma data para a própria inspeção, também não é possível estabelecer qualquer horizonte para manutenção, recuperação ou eventual reabertura da atração.
Para um equipamento com potencial de lazer e de estímulo ao turismo local, a indefinição prolonga a perda de um atrativo já instalado no município justamente em um período em que Assis direciona investimentos para ampliar sua infraestrutura de lazer e turismo em outro parque.
*Matéria atualizada às 16h29 para inclusão do nome de Fernando Kiko no requerimento 575/2026.
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