Educação • 09:18h • 18 de agosto de 2026
Assis está entre 56 cidades escolhidas para levar prevenção à violência contra mulheres às escolas
Cidade está entre municípios escolhidos para receber o Não se Cale Vai à Escola; Marília, Ourinhos, Presidente Prudente e Tupã também participam da primeira fase
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Secretaria da Educação de SP | Foto: Divulgação
Assis está entre os 56 municípios paulistas que receberão ações presenciais do programa Não se Cale Vai à Escola, iniciativa que leva às escolas estaduais orientações para que adolescentes e educadores reconheçam sinais de violência contra mulheres e meninas e saibam onde procurar ajuda. A primeira etapa começou nesta segunda-feira (17) e prevê a participação de delegadas de polícia em encontros com estudantes do Ensino Médio, professores, gestores e outros profissionais da Educação.
A iniciativa é realizada pelas secretarias estaduais de Políticas para a Mulher, Educação e Segurança Pública. Ao todo, estão previstas 168 ações presenciais, distribuídas por três escolas de cada um dos municípios selecionados.
Durante os encontros, serão abordadas as diferentes formas de violência contra a mulher, sinais que podem indicar uma situação de abuso, mecanismos de proteção, canais de denúncia e funcionamento da rede de apoio. A Lei Maria da Penha também fará parte das conversas.
Assis está entre as cidades prioritárias
A escolha dos 56 municípios não foi aleatória. Segundo o Governo de São Paulo, a definição considerou dados da Secretaria da Segurança Pública e priorizou regiões com maior incidência de boletins de ocorrência relacionados à violência contra a mulher.
Além de Assis, outras cidades do Centro-Oeste Paulista e do entorno aparecem na primeira fase, entre elas Marília, Ourinhos, Presidente Prudente e Tupã.
A secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, destaca que a escola pode desempenhar um papel importante na identificação precoce dessas situações. “O Não se Cale Vai à Escola fortalece essa rede ao dar ferramentas práticas a professores e estudantes para reconhecerem comportamentos abusivos, saberem exatamente como buscar apoio e promoverem a cultura do respeito desde cedo”, afirma.
Meninos e meninas participam das discussões
A proposta não é direcionada somente às estudantes. Os encontros envolvem os jovens de maneira ampla justamente para trabalhar prevenção, identificação de comportamentos abusivos e a compreensão de que diferentes formas de violência não devem ser naturalizadas nas relações.
Segundo Cristiane Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) da Polícia Civil de São Paulo, situações atendidas diariamente mostram como a falta de informação pode dificultar a procura por ajuda. Para ela, aproximar a Polícia Civil dos jovens permite ensinar “meninas e meninos a reconhecer o abuso e a buscar ajuda”.
A participação de delegadas também aproxima os estudantes dos mecanismos existentes fora do ambiente escolar, mostrando como funciona a rede de proteção e quais caminhos podem ser procurados diante de uma situação de violência.
Programa terá duração de dois anos
O Não se Cale Vai à Escola tem duração prevista de 24 meses e integra o SP Por Todas, conjunto de políticas estaduais destinadas à proteção, saúde e autonomia das mulheres.
Nesta primeira fase, as ações presenciais chegarão a Assis, Avaré, Barretos, Bauru, Bebedouro, Botucatu, Bragança Paulista, Carapicuíba, Casa Branca, Catanduva, Cruzeiro, Diadema, Dracena, Fernandópolis, Franca, Franco da Rocha, Guaratinguetá, Guarulhos, Itanhaém, Itapetininga, Itapeva, Jacareí, Jacupiranga, Jales, Jaú, Jundiaí, Limeira, Lins, Marília, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Novo Horizonte, Osasco, Ourinhos, Piracicaba, Praia Grande, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Registro, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Carlos, São João da Boa Vista, São Joaquim da Barra, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Sebastião, Sertãozinho, Sorocaba, Taboão da Serra, Taubaté, Tupã e Votuporanga.
A expectativa é usar o ambiente escolar não apenas para falar sobre violência depois que ela acontece, mas principalmente para ajudar os jovens a perceber comportamentos abusivos, conhecer seus direitos e identificar os serviços disponíveis antes que situações de violência se agravem.
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