Cidades • 12:23h • 06 de agosto de 2026
Assis cria Programa de Atiradoras em parceria com o Exército e prevê até 50 vagas para mulheres
Projeto de lei aprovado pela Câmara institui formação cívica, ações comunitárias e bolsa para participantes do programa no Tiro de Guerra
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1
As mulheres de Assis poderão participar oficialmente de atividades de formação cívica, cidadã e comunitária por meio do Programa de Atiradoras do Tiro de Guerra, criado pelo Projeto de Lei nº 91/2026 e aprovado pela Câmara Municipal. A iniciativa estabelece uma parceria entre a Prefeitura de Assis e o Exército Brasileiro e prevê a oferta de até 50 vagas anuais para mulheres com idade mínima de 18 anos residentes no município.
Segundo a proposta encaminhada pelo Executivo, o objetivo é ampliar a participação feminina em ações de interesse público, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade, patriotismo, espírito de coletividade e liderança, além de incentivar o voluntariado e a cooperação com o Tiro de Guerra sediado em Assis.
Programa terá formação cívica e participação em ações comunitárias
De acordo com o texto aprovado, as participantes poderão atuar em atividades cívicas, campanhas educativas, programas de defesa civil, ações de voluntariado e eventos institucionais promovidos pelo município. Também serão desenvolvidas atividades voltadas à formação ética, cidadã e de liderança.
Para participar, será necessário residir em Assis, ter pelo menos 18 anos, apresentar aptidão física compatível com as atividades e manifestar interesse em integrar o programa.
Exército apoiou a proposta
Na exposição de motivos encaminhada ao Legislativo, a Prefeitura informou que a proposta conta com respaldo institucional do Exército Brasileiro. Um ofício do Comando da 2ª Região Militar informa que o projeto seria submetido à apreciação do Comando do Exército e aponta a possibilidade de designação de uma instrutora do segmento feminino para atuar no Tiro de Guerra de Assis, além da criação de uma nova turma com até 50 atiradoras, condicionada à análise de viabilidade.
O documento também destaca que o apoio da Prefeitura é considerado fundamental para viabilizar a implantação do programa, tanto do ponto de vista técnico quanto orçamentário.
Bolsa será concedida às participantes
A lei prevê a criação da Bolsa Atiradora, destinada às participantes que cumprirem os requisitos estabelecidos pelo programa.
O estudo de impacto orçamentário anexado ao projeto estima uma bolsa mensal de R$ 250 por participante. Considerando o preenchimento das 50 vagas previstas, o investimento poderá chegar a R$ 100 mil no primeiro ano, em razão da implantação durante oito meses, e R$ 150 mil por ano nos exercícios seguintes.
Segundo a administração municipal, a despesa será custeada com dotações orçamentárias próprias e está compatível com a Lei Orçamentária Anual, o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Objetivo é ampliar a participação feminina
Na justificativa apresentada à Câmara, o Executivo afirma que o programa busca fortalecer a inclusão feminina em atividades de interesse coletivo, ampliar o protagonismo das mulheres em iniciativas públicas e aproximar a população das ações desenvolvidas pelo Tiro de Guerra.
A proposta também ressalta que o projeto pretende fortalecer a cidadania, incentivar a participação comunitária e ampliar a cooperação institucional entre o Município de Assis e o Exército Brasileiro.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Educação
Quem são os alunos de Assis, Cândido Mota e Florínea que conquistaram intercâmbio internacional: veja a lista
Jovens de oito municípios estudarão no Canadá, na Irlanda e na Nova Zelândia pelo Prontos pro Mundo e devem entregar documentos até 21 de setembro