Responsabilidade Social • 14:58h • 05 de novembro de 2026
Assis confirma casos de tentativas de suicídio associados ao vício em apostas e acende alerta na saúde
Resposta revela situações graves relacionadas à ludopatia e reconhece necessidade de ampliar prevenção e atendimento na rede municipal de saúde
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1
A Prefeitura de Assis confirmou que já foram identificadas no município situações em que o agravamento de problemas relacionados aos jogos de azar esteve associado a intenso sofrimento psicológico e tentativas de suicídio. A informação consta da resposta ao Requerimento nº 717/2026, apresentado pelo vereador Pastor Edinho, sobre o cumprimento da Lei Municipal nº 7.705, de 13 de março de 2025.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a ludopatia, transtorno relacionado à dependência em jogos, pode comprometer a saúde mental e provocar consequências familiares, sociais e econômicas. O município reconhece que o crescimento das plataformas digitais de apostas e a facilidade de acesso aos jogos representam desafios para a saúde pública, especialmente diante dos riscos de endividamento, conflitos familiares e agravamento do sofrimento psicológico.
A administração municipal informou que já realizou palestras e ações educativas em instituições de ensino, abordando os riscos dos jogos de azar, o uso problemático das plataformas de apostas e seus impactos sobre a saúde mental. Entretanto, a resposta não apresenta o número de atividades realizadas, a quantidade de pessoas alcançadas ou dados sobre os casos identificados na rede de atendimento.
Rede municipal reconhece necessidade de ampliar atendimento
A Secretaria Municipal de Saúde informou que, por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), considera necessário fortalecer a capacidade dos serviços para identificar precocemente situações de ludopatia, acolher os pacientes, avaliar cada caso e estabelecer projetos terapêuticos individualizados quando indicados
O atendimento também deve considerar problemas associados, como endividamento, conflitos familiares, consumo de álcool e outras drogas e risco de suicídio. Segundo a Prefeitura, essas situações exigem articulação entre diferentes serviços de saúde e políticas públicas
Apesar de confirmar a realização de atividades preventivas, o Executivo reconheceu que a estrutura municipal ainda precisa avançar. Entre as necessidades apontadas estão a capacitação de profissionais, a ampliação das ações educativas nas escolas e na comunidade, a identificação de pessoas em situação de risco e o fortalecimento dos fluxos de atendimento.
A resposta oficial também menciona a necessidade de orientar familiares e ampliar a integração entre os serviços, mas não apresenta um cronograma para a implementação dessas medidas.
A resposta foi elaborada em 16 de outubro, mas somente se tornou pública em 3 de novembro, quando foi disponibilizada a edição do Diário Oficial datada de 29 de outubro.
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