Responsabilidade Social • 08:33h • 13 de setembro de 2026
Assis apresenta cenário positivo para leishmaniose visceral: sem contaminação e sem mosquito-palha
Município também informa que mosquito-palha não foi identificado e mantém acompanhamento por exames, visitas domiciliares e orientação aos moradores
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Arquivo/Âncora1
Assis não registrou casos de Leishmaniose Visceral Humana (LVH) nos últimos 24 meses e também não identificou cães suspeitos ou contaminados pela doença, segundo informações fornecidas pela Prefeitura em resposta a requerimento do vereador Edson de Souza, Pastor Edinho. O município também informou que, até o momento, não foi detectada a presença do mosquito-palha, vetor da leishmaniose visceral.
Os dados mostram uma situação diferente para a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), que teve dois casos humanos no período. Em 2025, uma pessoa de 42 anos, moradora da Vila Xavier, teve a doença confirmada. Em 2026, houve outro caso, de uma pessoa de 43 anos, no Centro.
No acompanhamento animal, a Prefeitura informou que nenhum cão foi considerado suspeito no último período epidemiológico, razão pela qual não houve necessidade de testagem. Também não existem animais contaminados atualmente no município, segundo a resposta oficial.
Ausência do vetor dispensa ações químicas específicas
Até o momento, o município afirma não ter identificado a presença de Lutzomyia longipalpis, conhecido popularmente como mosquito-palha e responsável pela transmissão da leishmaniose visceral. Por esse motivo, não houve indicação técnica para manejo ambiental específico ou borrifação química direcionada ao vetor.
A vigilância também não utiliza testes rápidos para leishmaniose. Nos casos suspeitos, o atendimento é realizado com exames bioquímicos, coleta de sangue e, quando necessária, raspagem de lesões, procedimentos disponíveis na Atenção Primária à Saúde conforme a demanda de cada unidade.
O acompanhamento preventivo ocorre ainda durante as visitas domiciliares. Agentes de Endemias e Agentes Comunitários de Saúde orientam moradores sobre limpeza dos imóveis e cuidados para evitar condições favoráveis à presença e proliferação de vetores.
Leishmaniose exige atenção a pessoas e animais
A resposta da Prefeitura indica um cenário positivo especificamente em relação à leishmaniose visceral, sem registros humanos, cães contaminados ou identificação do vetor no município. Ao mesmo tempo, os dois casos de leishmaniose tegumentar registrados nos últimos 24 meses mantêm a importância da vigilância e da investigação de situações suspeitas.
A leishmaniose reúne diferentes formas da doença, por isso os registros de LTA não devem ser confundidos com a leishmaniose visceral.
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