Mundo • 19:05h • 04 de abril de 2026
Após prisão no Brasil por racismo, caso Agostina Páez explode com novo vídeo na Argentina
Vídeo gravado em bar na Argentina reacende debate sobre racismo, amplia crise familiar e ocorre enquanto Justiça brasileira analisa decisão final do processo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da La Nación | Foto: Reprodução/Redes Sociais
O caso de injúria racial envolvendo a argentina Agostina Páez, iniciado no Brasil após um episódio em um bar no Rio de Janeiro, ganhou novos desdobramentos neste sábado, 4 de abril, com a divulgação de vídeos do pai da jovem, Mariano Páez, repetindo gestos considerados racistas em um bar em Santiago del Estero, na Argentina. O episódio ampliou a repercussão internacional do caso, que já mobiliza autoridades e imprensa dos dois países, com destaque para a cobertura do jornal La Nación.
Agostina foi acusada de injúria racial no Brasil após a viralização de imagens em que faz gestos comparados a um macaco em direção a trabalhadores de um bar em Ipanema. Pela legislação brasileira, esse tipo de conduta é enquadrado como crime, conforme a Lei 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou cor. A jovem permaneceu mais de 70 dias no país sob monitoramento com tornozeleira eletrônica e, após pagamento de fiança de US$ 18.000, foi autorizada a retornar à Argentina, onde segue respondendo ao processo. O juiz responsável tem prazo de até 15 dias para emitir a decisão.
Novo episódio na Argentina amplia crise
O novo capítulo ocorreu horas após a chegada de Agostina ao seu país de origem. Segundo reportagem do La Nación, a sequência de imagens foi divulgada pelo site local Info del Estero e mostra Mariano Páez durante uma saída noturna no “Bar Oculto”, localizado na Avenida Roca Sur 850, no centro de Santiago del Estero.
Após tornozeleira e fiança, caso Agostina Páez volta ao centro do debate com gesto do pai
O estabelecimento é descrito como um espaço de acesso restrito, mediante reserva, com funcionamento às quintas, sextas e sábados e programação com shows ao vivo. Nas imagens, o empresário aparece ao lado de sua atual parceira, a advogada Stefany Budán, realizando gestos semelhantes aos que levaram sua filha a responder por injúria racial no Brasil, além de fazer declarações de desprezo em relação ao Estado.
O episódio ganha ainda mais relevância por envolver um histórico recente de conflitos. De acordo com o La Nación, Budán já havia denunciado Mariano Páez por violência de gênero no ano passado, o que levou à sua prisão por algumas semanas. Apesar disso, o relacionamento foi retomado e ambos estavam juntos no momento da gravação.
A reportagem também cita relatos anteriores de ameaças e propostas de acordos considerados irregulares, incluindo um áudio atribuído ao empresário e declarações de um advogado que afirma ter sido ameaçado. Esses elementos voltaram ao debate público após a repercussão do novo vídeo.
Racismo no Brasil e crise na Argentina: caso Agostina Páez expõe impacto legal e social
Mudança de postura e reação pública
O caso também marca uma mudança na postura pública de Agostina Páez. Em momentos anteriores, ela havia defendido o pai diante das acusações feitas por Budán e chegou a denunciar a advogada por suposto assédio digital contra ela e sua irmã. No entanto, após a divulgação das novas imagens, a jovem se manifestou nas redes sociais para repudiar as atitudes do pai.
Segundo declaração reproduzida pelo La Nación, Agostina afirmou que reconhece os próprios erros, já pediu desculpas pelo ocorrido no Brasil e que não pode ser responsabilizada pelas ações de terceiros. A defesa, representada pela advogada brasileira Carla Junqueira, reforçou ao jornal argentino que a conduta do pai não deve influenciar o julgamento do caso, já que não faz parte do processo.
Impacto legal e diferença de tratamento
O caso ganha dimensão internacional também por evidenciar diferenças no tratamento jurídico do racismo. No Brasil, a Lei 7.716/1989 estabelece punições para práticas discriminatórias e enquadra o racismo como crime grave, com consequências legais diretas, como prisão, monitoramento eletrônico e pagamento de fiança.
A repercussão do novo vídeo reforça o alcance social desses comportamentos e como atitudes registradas em ambientes privados podem ganhar proporção pública e gerar desdobramentos jurídicos e reputacionais em diferentes países.
Enquanto a Justiça brasileira se aproxima da decisão final sobre o caso de Agostina Páez, o novo episódio envolvendo seu pai amplia a crise e mantém o tema em destaque na mídia internacional, com reflexos diretos no debate sobre racismo, responsabilidade individual e impacto das redes sociais.
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