• Classificados no Vestibular de Verão 2026 da FEMA já podem realizar a matrícula online
  • IPVA 2026: prazo para pagar com desconto ou a 1ª parcela de veículos com placa final 8 termina hoje (21)
  • Praias com o selo Bandeira Azul se destacam como opções para o verão brasileiro
Novidades e destaques Novidades e destaques

Ciência e Tecnologia • 09:19h • 04 de setembro de 2025

App de celular ajuda a identificar Alzheimer mais cedo

Tecnologia analisa movimentos sutis da pupila para identificar, de forma precoce, doenças neurológicas

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

Apenas no primeiro trimestre de 2025, o SUS registrou mais de 7 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados ao Alzheimer
Apenas no primeiro trimestre de 2025, o SUS registrou mais de 7 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados ao Alzheimer

O Brasil vive um processo acelerado de envelhecimento da população, e com ele cresce também o desafio do Alzheimer. Hoje, cerca de 8,5% da população com mais de 60 anos convive com algum tipo de demência — aproximadamente 2 milhões de casos em todo o país. Estudos conduzidos pela USP, divulgados este ano, apontam que 54% dos casos de demência estão na América Latina, com grande concentração no Brasil. Projeções indicam que, até 2050, o número de pessoas vivendo com demência no País pode ultrapassar 5 milhões. Um dos maiores desafios é, sem dúvida, o diagnóstico de Alzheimer.

Tecnologia como aliada no diagnóstico

Nesse cenário, a tecnologia surge como um instrumento poderoso. Pesquisadores da USP estão desenvolvendo um aplicativo capaz de identificar sinais de Alzheimer a partir de uma selfie do olho.“O olho é a janela da alma. A retina pode refletir camadas de processamento do cérebro, funcionando como um espelho de alterações neurológicas”, explica o professor e oftalmologista Paulo Schor, pesquisador da Cátedra de Inovação e Saúde Pública do InovaHC.

Segundo ele, a análise feita pela inteligência artificial permite perceber padrões invisíveis ao olho humano. “Os olhos da máquina veem coisas que os olhos humanos não veem. A tecnologia consegue agrupar milhares de dados e identificar relações sutis, algo impossível para nós”, afirma.

Biomarcadores oculares: um campo promissor

Os biomarcadores oculares já são utilizados há décadas em diagnósticos de doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão. O fundo de olho de um paciente diabético ou hipertenso apresenta alterações características, visíveis ao exame clínico. Com apoio da inteligência artificial, porém, é possível avançar ainda mais.

Experimentos internacionais mostraram que, a partir da análise do fundo de olho, máquinas já foram capazes de identificar até mesmo o sexo de uma pessoa — algo imperceptível ao médico. Schor explica que isso ocorreu num experimento clássico do Google junto ao Murphy’s Hospital de Londres. “A máquina foi capaz de detectar, olhando no fundo de olho, quem era homem, quem era mulher. E isso para a gente é impossível, a gente não enxerga nada disso. Mas com muitos dados, os marcadores para o olho humano, agora eles conseguem ser mapeados e trabalhados mesmo de forma sutil.”

“Alterações como Alzheimer ou mesmo transtorno de déficit de atenção podem ser detectadas na retina, e já temos respostas laboratoriais relativamente positivas”, acrescenta Schor. O aplicativo em desenvolvimento analisa o movimento da pupila, que se contrai ou dilata conforme estímulos do sistema nervoso.

Próximos passos da pesquisa

O desafio agora é ampliar os testes em diferentes contextos e equipamentos. “Precisamos avaliar mais pacientes, usar outros modelos de celular e câmeras. Depois, buscar apoio de universidades, hospitais ou fundos de investimento para viabilizar o uso clínico da tecnologia”, destaca o pesquisador.

Enquanto isso, os números reforçam a urgência do tema. Apenas no primeiro trimestre de 2025, o SUS registrou mais de 7 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados ao Alzheimer e 576 internações hospitalares. A expectativa é que soluções inovadoras como essa ajudem não apenas no diagnóstico precoce, mas também no planejamento de políticas públicas para enfrentar a crescente carga do Alzheimer na sociedade brasileira.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 10:19h • 21 de janeiro de 2026

Escola de Música Tom Jobim oferece mil vagas gratuitas em cursos livres 2026

Para todas as idades e níveis de conhecimento, são 84 cursos de música que incluem instrumentos, teoria, orquestras, canto, tecnologia e ensino a distância. Inscrições vão até 26 de janeiro

Descrição da imagem

Classificados • 09:37h • 21 de janeiro de 2026

Região de Marília tem 415 vagas de emprego abertas; veja as oportunidades

Ao todo, são 14.153 vagas oferecidas pelos Postos de Atendimento ao Trabalhador nesta segunda-feira (19) no estado de SP

Descrição da imagem

Saúde • 09:24h • 21 de janeiro de 2026

8 perguntas e respostas sobre a vacina da dengue do Instituto Butantan

Imunizante desenvolvido pelo instituto do Governo de São Paulo é o primeiro em dose única do mundo

Descrição da imagem

Saúde • 08:43h • 21 de janeiro de 2026

Ministério da Saúde mantém vacina contra herpes-zóster fora do SUS público

Alta de custos e baixo impacto orçamentário sustentável motivam decisão

Descrição da imagem

Educação • 08:21h • 21 de janeiro de 2026

Enamed: Veja cursos de medicina que terão sanções por desempenho ruim

Cerca de 30% dos cursos analisados tiveram avaliação insatisfatória

Descrição da imagem

Educação • 08:01h • 21 de janeiro de 2026

Classificados no Vestibular de Verão 2026 da FEMA já podem realizar a matrícula online

Prazo para confirmação da vaga vai até 23 de janeiro e todo o processo é feito pela internet

Descrição da imagem

Mundo • 07:29h • 21 de janeiro de 2026

IPVA 2026: prazo para pagar com desconto ou a 1ª parcela de veículos com placa final 8 termina hoje (21)

O pagamento segue o final da placa do veículo e pode ser feito à vista, com desconto de 3%, ou parcelado em até 5 vezes, de acordo com o valor do imposto devido

Descrição da imagem

Economia • 20:21h • 20 de janeiro de 2026

Novo comportamento do consumidor desafia funis tradicionais no marketing digital

Com usuários mais céticos, dispersos e expostos a múltiplos estímulos, modelos lineares perdem força e dão lugar a estratégias baseadas em contexto e experiência

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar