Saúde • 19:49h • 09 de março de 2026
Apneia do sono já afeta homens antes dos 40 anos, mas ainda é pouco diagnosticada
Estudos apontam alta incidência entre jovens adultos, enquanto exames são menos realizados nessa faixa etária
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa NR7 | Foto: Arquivo/Âncora1
A apneia obstrutiva do sono, frequentemente associada ao envelhecimento, já atinge adultos jovens, especialmente homens antes dos 40 anos. Levantamento da healthtech Biologix indica que, entre homens de 30 a 40 anos avaliados, quase um quarto apresenta quadros moderados ou graves da condição, que pode provocar sonolência excessiva, queda de produtividade e aumento do risco cardiovascular.
Entre as mulheres da mesma faixa etária, a incidência é menor e permanece abaixo de 10%. Apesar dessa diferença entre os gêneros ao longo da vida adulta, especialistas apontam que a disparidade diminui a partir dos 50 anos, quando os casos entre mulheres passam a crescer de forma mais consistente.
Mesmo com a presença significativa da doença entre adultos jovens, a apneia do sono ainda é pouco investigada nesse grupo. Dados analisados pela Biologix mostram que o volume de exames realizados em pessoas entre 30 e 40 anos é cerca de 20% menor do que entre indivíduos acima de 40 anos. Na faixa de 20 a 30 anos, a diferença chega a aproximadamente 65%.
Para o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor médico da Biologix, essa diferença no acesso aos exames ajuda a explicar por que a apneia do sono permanece subdiagnosticada entre jovens adultos. Segundo ele, muitos casos só passam a ser identificados quando a investigação médica finalmente é realizada, o que costuma acontecer tardiamente.
Especialistas alertam para subdiagnóstico da apneia do sono em jovens
Especialistas destacam que a apneia do sono pode causar impactos importantes na saúde e na qualidade de vida. Entre os efeitos mais comuns estão fadiga, dificuldade de concentração e aumento do risco de doenças cardiovasculares, fatores que também afetam o desempenho profissional e o bem-estar geral.
Nesse cenário, pesquisas recentes buscam ampliar o acesso ao diagnóstico da doença por meio de métodos mais simples e acessíveis. Um estudo clínico realizado com 478 pacientes avaliou exames de polissonografia domiciliar realizados pela Biologix e apontou que a oximetria noturna de alta resolução pode identificar a apneia do sono com cerca de 90% de precisão em diferentes graus da doença.
Segundo Talita Salles, cofundadora da Biologix, o avanço das tecnologias de diagnóstico domiciliar pode facilitar a identificação precoce da apneia do sono, inclusive em pessoas que não se enquadram no perfil clássico da doença.
Ela explica que ampliar o acesso a exames fora do ambiente hospitalar permite detectar o problema mais cedo e iniciar intervenções antes que os impactos na saúde se tornem mais graves, especialmente entre pessoas em idade produtiva.
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