• Fevereiro de 2026: veja como fica o funcionamento do comércio de Assis
  • Entre juros altos e custos crescentes, famílias voltam a planejar o carro próprio
  • Polícia Civil desarticula pontos de tráfico em Assis durante a Operação Red Line
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 08:23h • 22 de janeiro de 2026

Aparência x qualidade: veja orientações para evitar desperdício de alimentos

Aparência um pouco marcada por fora e um formato menos bonito não significam que os produtos estejam impróprios para o consumo ou com o valor nutricional prejudicado. No Paraná, uma série de programas faz do estado destaque contra o desperdício de alimentos

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Agência de notícias do Paraná | Foto: Arquivo Âncora1

Uma aparência um pouco mais marcada por fora e um formato menos bonito não significam que os produtos estejam impróprios para o consumo ou com o valor nutricional prejudicado.
Uma aparência um pouco mais marcada por fora e um formato menos bonito não significam que os produtos estejam impróprios para o consumo ou com o valor nutricional prejudicado.

A escolha de frutas, verduras e hortaliças exige um olhar atento na hora da compra para evitar produtos impróprios para o consumo. Alimentos mofados, amolecidos, com odor característico e prejudicados na parte interna devem ser descartados. Mas atenção: é crucial não confundir alimentos estragados com os considerados apenas mais “feios” ou “imperfeitos”. Esses últimos mantêm integralmente sua qualidade e valor nutricional. O hábito de descartá-los só colabora para o aumento dos índices de desperdício de alimentos no Brasil e no mundo. Por isso, ele precisa mudar.

Uma aparência um pouco mais marcada por fora e um formato menos bonito não significam que os produtos estejam impróprios para o consumo ou com o valor nutricional prejudicado. Essa aparência mais rústica, inclusive, pode ser um indicativo positivo, sugerindo um cultivo mais sustentável no campo e um manejo menos intervencionista. As marcas nos alimentos podem ser cicatrizes naturais nas cascas ou deformidades no formato, que surgem, por exemplo, após eventos climáticos como ventos, chuvas, granizo.

“Nós aqui no Brasil temos a cultura de associar a perfeição e a beleza do alimento com o valor nutricional. E isso é um mito. Na verdade, nem tudo que sai da terra sai perfeito. Às vezes, o alimento estará um pouco tortinho. Às vezes, estará com uma cor um pouco diferente. Mas isso não inviabiliza o produto para comercialização”, explica a Márcia Stolarski, chefe do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

O mito de que alimentos mais bonitos são mais saudáveis contribui para um problema associado ao desperdício, com o descarte de alimentos que poderiam ser consumidos tranquilamente, mas são retirados das prateleiras dos comércios ou acabam indo parar no lixo.

“Isso traz consequências”, diz Márcia. “Além do problema para o meio ambiente com a geração de gases para o efeito estufa, os alimentos que não são perfeitos, que acabam não sendo comercializados, afetam o agricultor também. Ele produz e não consegue retorno do seu investimento. Compromete toda a cadeia. Então, a conscientização do consumidor e os cuidados com o manuseio dos alimentos é que vão ajudar a reduzir o desperdício”.

Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o mundo desperdiça mais de um bilhão de toneladas de alimentos por ano. Em 2022, foram gerados 1,05 bilhão de toneladas de resíduos alimentares, o que dá um total de 132 quilos per capita e quase um quinto de todos os alimentos disponíveis para o consumo. Do total de alimentos desperdiçados em 2022, 60% vêm do desperdício caseiro, 28% dos serviços de alimentação e 12% do varejo.

Além disso, o desperdício de alimentos é responsável por cerca de 8% a 10% das emissões globais de gases de efeito estufa. Os números são do relatório do Índice de Desperdício de Alimentos de 2024, divulgado em março de 2025.

Escolha certa

O alimento impróprio para consumo é muito característico. O cheiro com forte odor, a presença de mofo ou uma textura mais amolecida ajudam a diferenciar o que é um alimento que está somente “feio” de algo que está estragado. Se ele não traz essas características, só não está com a aparência que o consumidor espera, isso é um feio. Então, ele pode ser consumido.

O engenheiro agrônomo do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Raphael Branco de Araújo, explica os possíveis motivos da mudança de aparência. “Imagine a fruta lá no pé. Por algum motivo, alguém esbarra nela, algum inseto faz um dano superficial, ou surge um vento, um galho quebra e ocasiona uma ferida. O sistema metabólico da planta dará uma resposta a esse dano mecânico e se forma uma cicatriz. Ou uma mudança de cor mesmo, ficando um amarronzado que parece um risco. Isso não interfere em nada na qualidade da fruta”, orienta.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Educação • 09:29h • 22 de janeiro de 2026

Inscrições no ProUni começam na segunda; confira as vagas disponíveis

Edição 2026 oferece 594 mil bolsas de estudos

Descrição da imagem

Saúde • 09:06h • 22 de janeiro de 2026

Estudo nacional alerta para riscos do uso prolongado de Omeprazol e similares

Pesquisa realizada em ratos reforça que inibidores da bomba de prótons, amplamente utilizados no tratamento de problemas estomacais, podem afetar absorção de minerais e comprometer a saúde óssea

Descrição da imagem

Educação • 08:44h • 22 de janeiro de 2026

Portal Trampolim oferece 2,7 mil vagas em cursos profissionalizantes gratuitos

Vagas estão distribuídas entre Novo Emprego, voltado a jovens e adultos entre 25 e 59 anos que desejam se qualificar em nova área ou iniciar nova carreira; e Meu Primeiro Emprego, para jovens de 16 a 24 anos que buscam a primeira oportunidade

Descrição da imagem

Mundo • 08:01h • 22 de janeiro de 2026

Serviços de veículos do Detran-SP passam a dispensar vistoria em casos específicos; confira

Regra do Contran elimina a exigência de laudo em serviços como segunda via do CRV e conversão de placa para o padrão Mercosul

Descrição da imagem

Educação • 07:02h • 22 de janeiro de 2026

Curso de Medicina da FEMA alcança avaliação de excelência do Conselho Estadual de Educação

Nota 4,04 em escala de 0 a 5 coloca a graduação entre as mais bem avaliadas do sistema estadual e reforça a qualidade da formação médica em Assis

Descrição da imagem

Variedades • 20:20h • 21 de janeiro de 2026

Zelofilia existe ou é só moda digital? Especialista questiona novo rótulo emocional

Especialista alerta para a banalização de diagnósticos e critica a transformação de emoções humanas em supostas patologias

Descrição da imagem

Educação • 19:37h • 21 de janeiro de 2026

Nova pós-graduação aposta na formação de animadores 360º no Brasil

Curso reúne técnicas do 2D ao 3D e propõe ensino criativo, acessível e focado em identidade autoral e portfólio profissional

Descrição da imagem

Mundo • 18:23h • 21 de janeiro de 2026

Empreendedor brasileiro acelera nos resultados, mas ainda freia no planejamento

Levantamento com mais de 32 mil perfis revela força em influência e entusiasmo, mas fragilidades em competências ligadas à constância e à estratégia

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar