Saúde • 10:24h • 02 de agosto de 2026
Anvisa registra 5 novas canetas de semaglutida para tratar diabetes
Comparados ao Ozempic, injetáveis estimulam insulina e saciedade
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar a doença de forma adequada. Conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras", os produtos também contribuem para a perda de peso e devem ser utilizados como complemento à alimentação equilibrada e à prática de exercícios físicos.
Os medicamentos aprovados são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, registrados por diferentes empresas farmacêuticas. A indicação é para pacientes que não podem utilizar metformina por contraindicação ou intolerância.
Os registros foram publicados no Diário Oficial da União por meio das Resoluções nº 2.941 e nº 2.942 de 2026.
Medicamentos sintéticos
Os novos produtos foram registrados com base em comparação ao Ozempic e utilizam semaglutida produzida por via sintética. A substância é um análogo do hormônio GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina e auxiliar no controle da saciedade.
Segundo a Anvisa, esta é a maior aprovação já realizada no país para medicamentos agonistas do receptor de GLP-1. O aumento dos pedidos de registro está relacionado ao desenvolvimento, em 2022, de versões sintéticas da substância. Atualmente, cerca de 68% dos pedidos de registro desse tipo de medicamento protocolados na agência são referentes a produtos sintéticos destinados ao tratamento da obesidade e do diabetes.
A Anvisa reforça que sua função é apenas avaliar e autorizar a comercialização dos medicamentos, garantindo segurança, eficácia e qualidade antes que cheguem ao mercado. A agência não vende medicamentos e alerta que são falsas as propagandas na internet que atribuem à instituição a comercialização de canetas emagrecedoras. Casos de golpes podem ser denunciados pela plataforma Fala.BR.
Outro alerta da agência é sobre a Retatrutida. O medicamento experimental ainda não foi aprovado para uso em nenhum país e permanece em fase de estudos clínicos. No Brasil, o fabricante ainda não solicitou o registro do produto à Anvisa. Apesar disso, o medicamento vem sendo comercializado ilegalmente em sites e redes sociais, com apreensões frequentes nas fronteiras brasileiras.
A agência orienta que medicamentos de origem desconhecida representam riscos à saúde e recomenda que a população utilize apenas produtos regularmente autorizados. Também disponibiliza em seu portal informações para ajudar os consumidores a identificar medicamentos autorizados, experimentais, importados e falsificados.
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