Saúde • 10:14h • 18 de agosto de 2026
Anvisa aprova novas canetas de semaglutida e libera primeiro genérico no Brasil
Novos registros incluem versão genérica da EMS e o medicamento similar Semaclique; produtos são de uso semanal e exigem prescrição médica
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da EBC | Foto: Arquivo/Âncora1
A oferta de medicamentos à base de semaglutida deve ganhar novas opções no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois novos medicamentos injetáveis produzidos com semaglutida obtida por via sintética, incluindo o primeiro genérico desse tipo registrado no país. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17).
A semaglutida tornou-se amplamente conhecida por integrar medicamentos injetáveis como Ozempic e Wegovy. O princípio ativo é utilizado no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 e também é prescrito por médicos para o controle da obesidade.
Uma das novidades é justamente a chegada de uma alternativa genérica. Em maio, a farmacêutica EMS havia conseguido o primeiro registro brasileiro de semaglutida sintética com o medicamento Ozivy. Agora, a empresa recebeu autorização para comercializar um genérico do Ozivy, que, pelas regras aplicáveis aos medicamentos genéricos, não terá nome comercial.
A expectativa associada aos genéricos é a possibilidade de ampliar a concorrência e chegar ao consumidor com preços inferiores aos dos medicamentos de referência, embora o valor da nova caneta ainda não tenha sido informado.
Semaclique também recebe aprovação
A segunda autorização envolve o Semaclique, medicamento similar desenvolvido pela Germed, laboratório vinculado à EMS. Diferentemente do genérico, o similar pode ter nome comercial, embalagem e rotulagem próprias, mantendo o mesmo princípio ativo.
A Anvisa reconhece o uso dos medicamentos em associação à dieta e à prática de exercícios físicos. As aplicações são semanais e as canetas precisam permanecer armazenadas sob refrigeração, entre 2ºC e 8ºC, antes e depois do início do tratamento.
Os registros contemplam apresentações com solução injetável de semaglutida na concentração de 1,34 mg/mL, em sistemas preenchidos, multidose e descartáveis. Há versões de 1,5 mL, acompanhadas por uma caneta, e de 3 mL, com duas canetas, além das respectivas agulhas.
Canetas continuam exigindo receita médica
A aprovação de novas marcas não altera as exigências para a compra. A Anvisa reforça que a semaglutida sintética, assim como os demais medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, depende de prescrição médica.
Segundo a agência, a substância está sujeita à receita médica em duas vias, medida que reforça a necessidade de acompanhamento profissional durante o tratamento.
Com as novas autorizações, o mercado brasileiro passa a contar com mais alternativas de semaglutida em um segmento que ganhou grande visibilidade nos últimos anos. A entrada do primeiro genérico acrescenta também um novo componente à disputa pelo consumidor: o preço, que poderá ganhar maior peso à medida que os novos produtos efetivamente chegarem às farmácias.
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