Educação • 19:19h • 05 de agosto de 2026
Animais em sala de aula ganha espaço para fortalecer o aprendizado e o desenvolvimento emocional
Uso planejado de animais no ambiente escolar pode reduzir a ansiedade, estimular a atenção e favorecer o desenvolvimento emocional e acadêmico, desde que siga critérios de segurança e bem-estar
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Drumond Assessoria | Foto: Âncora1
A presença de animais no ambiente escolar pode ir além da companhia e do afeto. Quando integrada de forma planejada, a estratégia tem potencial para contribuir com a autorregulação, melhorar a atenção e favorecer a aprendizagem de crianças e adolescentes. A avaliação é de Luciana Brites, doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e mestre em Distúrbios do Desenvolvimento, que destaca a Educação Assistida por Animais (EAA) como uma ferramenta complementar para o desenvolvimento acadêmico e socioemocional.
Segundo a especialista, a autorregulação, capacidade de controlar emoções, atenção e comportamento, tem ganhado cada vez mais importância nas discussões sobre educação, especialmente diante dos desafios enfrentados por estudantes dentro e fora da sala de aula.
Animais podem tornar o ambiente escolar mais acolhedor
De acordo com Luciana Brites, a presença de um animal pode tornar o processo de aprendizagem mais agradável e motivador.
Além de oferecer companhia e criar um ambiente acolhedor, os animais podem ajudar a reduzir a ansiedade, aumentar o interesse pelas atividades e favorecer a adaptação dos alunos diante de situações desafiadoras, contribuindo para um clima mais positivo dentro da escola.
A especialista ressalta, porém, que a utilização de pets em ambientes educacionais deve ocorrer de forma estruturada e responsável.
Seleção e treinamento são fundamentais
Nem todo animal está apto para participar de atividades escolares.
Luciana Brites explica que os pets precisam ser selecionados com base no temperamento, nas condições de saúde e no treinamento específico para esse tipo de ambiente. Esses cuidados reduzem riscos, garantem a segurança dos estudantes e ajudam a prevenir a transmissão de doenças.
Também é necessário que as escolas adotem protocolos de higiene, exijam vacinação e exames veterinários atualizados, além de verificarem possíveis alergias entre os alunos e obterem autorização dos pais ou responsáveis.
Atividades lúdicas favorecem comunicação e aprendizagem
A especialista destaca que a Educação Assistida por Animais pode ser incorporada a diferentes atividades pedagógicas.
Leitura para os pets, observação científica, cuidados supervisionados com os animais e jogos de linguagem são alguns exemplos de práticas que estimulam a comunicação, ampliam a interação entre os estudantes e tornam o aprendizado mais concreto e significativo.
Além disso, o vínculo criado entre crianças e animais pode aumentar o interesse pelas tarefas e favorecer a participação nas atividades escolares.
Estudos apontam benefícios emocionais e comportamentais
Segundo pesquisas nas áreas de Psicologia e Educação citadas por Luciana Brites, as práticas de Intervenção Assistida por Animais (IAA) estão associadas à redução do estresse, ao aumento da sensação de bem-estar e ao fortalecimento do vínculo afetivo.
Os estudos também indicam melhora na atenção, redução de comportamentos disruptivos e maior motivação para aprender, fatores que podem refletir positivamente no desempenho escolar.
Para a especialista, quando a presença dos animais é planejada, acompanhada por profissionais e integrada às propostas pedagógicas, ela amplia as possibilidades de desenvolvimento emocional, social e acadêmico dos estudantes, sempre respeitando critérios de segurança, saúde e bem-estar.
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