Saúde • 08:36h • 27 de fevereiro de 2026
Além do tabagismo, obesidade e inflamação também são prejudiciais aos pulmões
Estudo com quase 900 adultos indica que, embora fumar ainda seja a principal condição de risco, os dois fatores aceleram o envelhecimento do órgão e aumentam o risco de desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
Um estudo brasileiro com quase 900 participantes com menos de 40 anos aponta que o envelhecimento precoce dos pulmões não está relacionado apenas ao tabagismo, mas também à obesidade e à inflamação sistêmica. Segundo os pesquisadores, essas condições podem aumentar o risco de desenvolvimento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
Conhecida como “doença do fumante”, a DPOC é irreversível e se caracteriza por inflamação e estreitamento das vias aéreas, causando falta de ar e limitação progressiva da respiração. Embora o cigarro seja o principal fator de risco, o estudo indica que obesidade e inflamação sistêmica, isoladamente, também podem contribuir para a perda da função pulmonar.
Os resultados mostram que o tabagismo teve o maior impacto, com redução média de 1,95% na função pulmonar ao longo de 12 anos. Já cada aumento de 1 mg/dL na proteína C-reativa (PCR), marcador de inflamação no sangue, esteve associado a uma queda de 0,76% na função pulmonar. No caso da obesidade, cada aumento de 1 kg/m² no índice de massa corporal (IMC) representou perda adicional de 0,28%.
Publicado na revista BMC Pulmonary Medicine e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, o estudo analisou 895 integrantes da Coorte de Nascimentos de Ribeirão Preto, que acompanha pessoas nascidas entre 1978 e 1979. A função pulmonar foi avaliada aos 23-25 anos e novamente aos 37-38.
Os pesquisadores destacam que processos inflamatórios de baixo grau, comuns na obesidade, podem afetar os pulmões ao longo do tempo, contribuindo para lesões e envelhecimento precoce do tecido pulmonar. Mesmo antes do diagnóstico clínico da DPOC, já foram identificados sinais iniciais da doença nos participantes.
Embora a DPOC seja frequentemente associada a pessoas magras - devido à perda de peso comum em estágios avançados - o estudo reforça que a obesidade também pode estar envolvida em seu desenvolvimento. Para os autores, os resultados ampliam a compreensão da doença como multifatorial, envolvendo não apenas o cigarro, mas também fatores inflamatórios e metabólicos, possivelmente ligados à predisposição genética.
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