Ciência e Tecnologia • 20:19h • 24 de abril de 2026
Alimentos ultraprocessados estão roubando sua atenção, aponta estudo
Estudo internacional aponta que consumo frequente desses produtos está ligado à queda de atenção e ao aumento de fatores de risco para demência
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Monash | Foto: Arquivo/Âncora1
Uma pesquisa conduzida por universidades da Austrália e do Brasil acende um alerta sobre os efeitos dos alimentos ultraprocessados no funcionamento do cérebro. Mesmo entre pessoas que mantêm uma alimentação considerada saudável, o consumo desses produtos está associado à redução da capacidade de concentração e ao aumento de fatores ligados ao risco de demência.
O estudo, publicado na revista científica Alzheimer’s & Dementia: Diagnosis, Assessment & Disease Monitoring, analisou dados de mais de 2.100 adultos de meia-idade e idosos sem diagnóstico de demência. Os resultados indicam que pequenos aumentos diários na ingestão de ultraprocessados já são suficientes para impactar negativamente o desempenho cognitivo.
Queda de atenção aparece mesmo com alimentação equilibrada
De acordo com os pesquisadores, um aumento de 10% na ingestão de alimentos ultraprocessados equivale, na prática, à inclusão de itens comuns como um pacote de salgadinho na rotina alimentar. Esse acréscimo foi associado a uma queda mensurável na capacidade de foco, identificada por meio de testes padronizados de atenção e velocidade de processamento.
Consumo diário de ultraprocessados pode afetar seu cérebro mais do que você imagina
O dado chama atenção porque o efeito foi observado independentemente da qualidade geral da dieta. Ou seja, mesmo pessoas que seguem padrões alimentares considerados saudáveis, como a dieta mediterrânea, podem sofrer impactos cognitivos se consumirem altos níveis de produtos ultraprocessados.
Esses alimentos incluem refrigerantes, snacks industrializados, refeições prontas e outros produtos com baixo teor de ingredientes naturais e alto nível de processamento industrial.
Processamento dos alimentos está no centro do problema
Os pesquisadores apontam que o grau de processamento dos alimentos desempenha papel central nesse impacto. Durante a fabricação, a estrutura natural dos alimentos pode ser alterada, além da inclusão de aditivos artificiais e substâncias químicas que podem afetar o organismo.
Outro ponto relevante é a associação entre o consumo desses produtos e o aumento de fatores de risco para demência, como obesidade e hipertensão. Embora o estudo não tenha identificado relação direta com perda de memória, a redução da atenção preocupa especialistas por ser uma função essencial para processos como aprendizado e tomada de decisão.
Como reduzir os impactos no dia a dia
A recomendação dos especialistas é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, reduzindo a presença de produtos industrializados na rotina. Pequenas mudanças no dia a dia, como substituir snacks por frutas ou preparar refeições frescas, podem contribuir para a preservação da saúde cerebral ao longo do tempo.
O que você come pode melhorar ou prejudicar o foco do seu dia a dia
O estudo reforça que a discussão sobre alimentação vai além de calorias e nutrientes. A forma como o alimento é produzido também pode influenciar diretamente o funcionamento do cérebro e a qualidade de vida.
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