• Assis recebe carreta do Roda-Hans para diagnóstico gratuito de hanseníase nos dias 10 e 13 de março
  • Jogo com quatro gols no Tonicão termina empatado entre Vocem e Jabaquara
  • Correios abrem credenciamento para Pontos de Coleta e incluem Assis e cidades da região
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 13:39h • 23 de fevereiro de 2026

Agrotóxicos estão mais nocivos em todo o mundo, aponta estudo

Brasil é um dos países longe da meta estabelecida pela ONU

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

Um dos achados mais relevantes do estudo indica que o problema é altamente concentrado: em média, apenas 20 pesticidas por país respondem por mais de 90% da toxicidade total aplicada.
Um dos achados mais relevantes do estudo indica que o problema é altamente concentrado: em média, apenas 20 pesticidas por país respondem por mais de 90% da toxicidade total aplicada.

O grau de toxicidade dos pesticidas aumentou no mundo entre 2013 e 2019, com o Brasil entre os países que mais se destacam nesse cenário. A conclusão é de um estudo publicado neste mês na revista Science e contraria a meta global de reduzir os riscos desses produtos até 2030, definida durante a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade.

Pesquisadores da Universidade de Kaiserslautern-Landau, na Alemanha, analisaram 625 pesticidas em 201 países. Para isso, utilizaram o indicador de Toxicidade Total Aplicada (TAT), que combina o volume utilizado com o nível de toxicidade de cada substância.

Os resultados mostram que seis de oito grupos de espécies ficaram mais vulneráveis ao aumento da toxicidade: artrópodes terrestres, organismos do solo, peixes, invertebrados aquáticos, polinizadores e plantas terrestres. Apenas plantas aquáticas e vertebrados terrestres — grupo que inclui os humanos — apresentaram redução no indicador.

Segundo os autores, o avanço do TAT global representa um obstáculo ao cumprimento das metas internacionais e evidencia ameaças crescentes à biodiversidade.

O Brasil aparece como um dos países com maior intensidade de toxicidade por área agrícola, ao lado de China, Argentina, Estados Unidos e Ucrânia. Juntos, Brasil, China, Estados Unidos e Índia respondem por mais da metade da toxicidade total aplicada no planeta. Esse peso está ligado principalmente à grande produção agrícola, especialmente de culturas extensivas como soja, algodão e milho.

O estudo também aponta que o problema é bastante concentrado: em média, cerca de 20 pesticidas por país são responsáveis por mais de 90% da toxicidade total. Diferentes classes químicas dominam os impactos. Inseticidas como piretroides, organofosforados e neonicotinoides têm forte efeito sobre invertebrados, peixes e polinizadores. Herbicidas de grande volume, como acetoclor, paraquat e glifosato, estão entre os que mais afetam plantas e apresentam riscos ambientais e à saúde. Fungicidas e inseticidas aplicados em sementes também contribuem para a toxicidade nos organismos do solo.

Ao avaliar a trajetória de 65 países, os pesquisadores concluíram que, sem mudanças estruturais, apenas o Chile deve atingir a meta da ONU de reduzir em 50% a toxicidade dos pesticidas até 2030. Alguns países apresentam tendência de queda, mas ainda precisam acelerar as mudanças, enquanto outros estão se afastando do objetivo.

No caso do Brasil e da maioria das nações analisadas, seria necessário reduzir os riscos aos níveis de mais de 15 anos atrás, o que exige mudanças profundas nos padrões de uso.

Os pesquisadores apontam três caminhos principais para conter o avanço dos impactos: substituir pesticidas altamente tóxicos, ampliar a agricultura orgânica e adotar alternativas não químicas, como controle biológico, diversificação de cultivos e manejo agrícola mais preciso.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 09:34h • 05 de março de 2026

Concentração de poluentes no ar ultrapassa limites em todo o país

Relatório do MMA considera padrões estabelecidos pelo Conama em 2024

Descrição da imagem

Saúde • 09:10h • 05 de março de 2026

Pesquisa comprova: melancia pode desencadear crise de enxaqueca em 1 a cada 3 pacientes

Estudo clínico inédito identifica que 29% dos pacientes com a doença apresentaram dor após ingestão da fruta rica em citrulina

Descrição da imagem

Educação • 08:47h • 05 de março de 2026

Merenda mais saudável e aulas sobre alimentação: governo muda regras da merenda nas escolas públicas

Nova resolução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (FNDE), promove e apoia financeiramente o fornecimento de merenda escolar saudável

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 08:25h • 05 de março de 2026

Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais

Em 2025, foram registrados 6.904 casos

Descrição da imagem

Cidades • 08:04h • 05 de março de 2026

Assis recebe carreta do Roda-Hans para diagnóstico gratuito de hanseníase nos dias 10 e 13 de março

Unidade móvel ficará no Espaço Coberto da Praça da Bandeira e fará atendimentos na terça e na sexta-feira

Descrição da imagem

Policial • 07:47h • 05 de março de 2026

Combate aos roubos reduz latrocínios no interior de São Paulo

Ações integradas das polícias Civil e Militar impactaram diretamente os crimes patrimoniais que resultam em morte

Descrição da imagem

Esporte • 21:34h • 04 de março de 2026

Jogo com quatro gols no Tonicão termina empatado entre Vocem e Jabaquara

Partida pelo Paulistão A4 termina em 2 a 2 diante da torcida em Assis e mostra capacidade de reação do time da casa

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 20:21h • 04 de março de 2026

Governo de SP lança edital para apoiar Paradas do Orgulho LGBTQIAPN+ em municípios

Programa +Orgulho 2026 prevê apoio a até 35 eventos culturais realizados no interior e litoral do estado

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar