Variedades • 20:38h • 20 de agosto de 2026
Agosto é mesmo o “mês do desgosto”? Astrologia explica a fama que atravessa gerações
Superstição ganhou força com crenças antigas e episódios históricos, mas não há na astrologia uma regra que associe agosto ao azar
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova Ideia | Foto: Divulgação
Agosto atravessa gerações acompanhado de uma fama pouco favorável. A expressão “agosto, mês do desgosto” reaparece todos os anos e, em 2026, ganhou ainda mais espaço nas conversas e redes sociais. Mas, apesar da força do ditado popular, a astrologia não considera o oitavo mês do ano naturalmente ligado a perdas, conflitos ou azar.
Neste ano, até a disposição do calendário ajuda na sensação de um agosto particularmente longo. São 31 dias distribuídos por seis linhas, com cinco segundas-feiras, nos dias 3, 10, 17, 24 e 31. É uma característica visual que pode reforçar a impressão de que o mês demora mais para terminar.
Segundo Re Cámp, astróloga e especialista em Feng Shui, a astrologia não trabalha com a ideia de que determinado mês do calendário seja necessariamente bom ou ruim. “A astrologia observa os trânsitos planetários de determinado período e a relação deles com o mapa de cada pessoa. Não existe uma regra segundo a qual agosto seja, por natureza, um mês de perdas, conflitos ou azar”, explica.
De onde veio a fama de agosto?
A superstição reúne referências culturais e acontecimentos históricos. Na Europa, a má fama já foi relacionada a períodos de calor intenso, epidemias e dificuldades nas colheitas. Em Portugal, uma antiga tradição também recomendava evitar casamentos durante a época das grandes viagens marítimas.
No Brasil, acontecimentos políticos marcantes ocorridos no período ajudaram a alimentar o imaginário popular. Getúlio Vargas morreu em 24 de agosto de 1954, enquanto Jânio Quadros renunciou à Presidência em 25 de agosto de 1961. Com o passar das décadas, episódios como esses passaram a ser associados à fama negativa do mês.
Para a astrologia, porém, essa divisão não funciona dessa maneira. Agosto normalmente começa sob o período do Sol em Leão e termina com a passagem por Virgem. Simbolicamente, Leão está associado à expressão, criatividade e identidade, enquanto Virgem direciona a atenção para organização, rotina e análise. Os demais movimentos planetários variam a cada ano.
Dois eclipses marcam agosto de 2026
Um ingrediente diferente acompanha agosto deste ano: dois eclipses no mesmo mês. O calendário astronômico da NASA registra um eclipse solar total em 12 de agosto e um eclipse lunar parcial em 28 de agosto.
Dentro da interpretação astrológica, eclipses costumam ser relacionados a períodos de mudanças, revelações e encerramentos. Isso, entretanto, não significa que os acontecimentos associados a eles sejam obrigatoriamente negativos.
“Períodos intensos podem trazer desconforto porque exigem revisão de escolhas e atitudes. O problema surge quando qualquer contratempo passa a ser interpretado como prova de que o mês é ruim”, afirma Re Cámp.
A expectativa de que agosto será problemático também pode influenciar a percepção cotidiana. A pessoa que inicia o mês esperando dificuldades pode prestar mais atenção a atrasos, discussões e imprevistos, enquanto situações positivas acabam recebendo menos destaque.
No Feng Shui, a especialista lembra ainda que nenhum ambiente se torna negativo simplesmente pela chegada de agosto. Cuidados como manter a entrada livre, retirar objetos quebrados e favorecer a circulação podem contribuir para a sensação de organização e bem-estar em qualquer período do ano.
Assim, o famoso “mês do desgosto” permanece muito mais ligado à tradição e à superstição do que a uma condenação astrológica.
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