Responsabilidade Social • 11:29h • 09 de setembro de 2026
Aceiros ajudam a barrar incêndios em propriedades rurais; veja onde abrir e qual largura manter
Faixas sem vegetação devem ser preparadas antes da estiagem e podem variar de três a seis metros ou mais, conforme a área protegida e o risco de propagação do fogo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
Com o aumento do risco de incêndios durante a estiagem, produtores rurais podem reduzir a possibilidade de o fogo avançar pela propriedade com a abertura e manutenção de aceiros. As faixas de terreno completamente livres de vegetação funcionam como barreiras físicas e devem ser implantadas em locais estratégicos antes do período mais seco, permanecendo limpas enquanto houver risco de incêndio.
Os aceiros podem ser feitos manualmente ou com o auxílio de máquinas. A recomendação é instalá-los nos limites da propriedade, ao redor de trechos de mata, áreas de preservação permanente e reserva legal, além de pontos que já tenham sido identificados como mais vulneráveis ao fogo.
A largura não é igual para todas as situações. Entre talhões, as divisões internas das áreas de plantio, a indicação é de pelo menos três metros. Ao longo de cercas e divisas, são cinco metros de cada lado, enquanto no entorno da vegetação nativa a orientação é manter seis metros.
Vegetação e terreno influenciam tamanho da barreira
As medidas são referências mínimas e precisam considerar as características de cada propriedade. Tipo de vegetação, solo, relevo e risco de incêndio interferem no dimensionamento. Quanto mais alta for a vegetação ao redor e maior a possibilidade de propagação das chamas, mais largo deve ser o aceiro.
A preparação antecipada também é importante. Não basta abrir a faixa quando o período seco já estiver avançado e deixá-la sem manutenção. O terreno precisa continuar livre de vegetação para que não haja material capaz de permitir a passagem do fogo de uma área para outra.
O aceiro, porém, é uma das medidas de prevenção. O monitoramento dos pontos mais vulneráveis e a restrição da entrada de pessoas não autorizadas nessas áreas também ajudam a diminuir riscos dentro da propriedade.
Plano deve prever animais, construções e rotas de fuga
Outra orientação é definir previamente como agir caso um incêndio aconteça. O plano de emergência deve estabelecer rotas de fuga e prever para onde os animais de criação serão levados, além das medidas necessárias para proteger casas, outras construções e culturas permanentes, como áreas com árvores frutíferas.
As recomendações estão reunidas no Guia Interativo de Prevenção a Incêndios Florestais em Propriedades Rurais, elaborado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar. O material também apresenta orientações sobre como agir durante um incêndio florestal e quais medidas adotar depois da ocorrência.
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